Águeda European Green Leaf 2026

A Comissão Europeia distinguiu Águeda com o European Green Leaf 2026, o galardão que premeia as cidades de média dimensão com melhor desempenho ambiental. É a primeira vez que o prémio fica em mãos de um município da Região Centro.
Águeda é, desde o início do ano, a Cidade Verde Europeia de 2026. O título — European Green Leaf, na designação oficial — foi atribuído pela Comissão Europeia e distingue cidades com menos de 100 mil habitantes que se destacam pela forma como cuidam do ambiente e como levam a sério as políticas de sustentabilidade.
A escolha não foi simbólica. Bruxelas olhou para aquilo que o concelho tem feito, e em particular para o Plano de Ação Climática de Águeda, que assume a meta de cortar 90% das emissões de gases com efeito de estufa até 2050, face aos valores de 2005. Pesou também o envolvimento da comunidade — das escolas às freguesias — em projetos que saíram mesmo do papel.
Um prémio inédito na Região Centro
A distinção foi anunciada ainda em novembro de 2024, em Valência, na mesma cerimónia em que Guimarães recebeu o título de Capital Verde Europeia 2026, reservado às cidades acima dos 100 mil habitantes. Para este ano, Águeda divide o galardão de Green Leaf com a cidade finlandesa de Vaasa.
É a primeira vez que o prémio chega a um município da Região Centro — um pormenor que diz muito sobre o caminho percorrido por uma terra que poucos, à partida, associariam à vanguarda ambiental europeia.
Os números ajudam a perceber o território:
- Cerca de 47 mil habitantes em 335 km²
- Mais de 60% da área coberta por floresta
- Perto de 11% integrada na Rede Natura 2000 e em zonas protegidas ao abrigo da Convenção de Ramsar
O que traz o título
Com o reconhecimento vem também um apoio de 200 mil euros da Comissão Europeia para financiar as iniciativas do ano. O programa de 2026, que arrancou a 8 de janeiro no Centro de Artes de Águeda, aposta na gestão de biorresíduos, no projeto do Parque Ambiental de Águeda e no trabalho dos "embaixadores verdes" junto das escolas e das comunidades locais.
Para quem faz da defesa do território uma causa, o reconhecimento de Águeda vale mais do que uma boa notícia local.
É a prova de que apostar no ambiente, quando se faz com continuidade e sem alaridos, acaba por dar frutos — e por colocar Portugal no mapa europeu pelas melhores razões. Faltará agora que o exemplo se multiplique pelo resto do país.
Mais informação em greenleaf.agueda.pt.



